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Perigo sobre Duas Rodas: Motociclistas Desafiam Leis e Colocam Vidas em Risco na Capital Paulista

O aumento da frota de motocicletas, impulsionado pelas entregas online, expõe falhas na fiscalização e gera insegurança nas ruas de São Paulo.

Por Redação Itapevi News · 10 de agosto de 2026 às 21:20

Perigo sobre Duas Rodas: Motociclistas Desafiam Leis e Colocam Vidas em Risco na Capital Paulista
Reprodução/itapevinoticias.com.br

A cidade de São Paulo tem sido palco de cenas preocupantes, onde motociclistas, em sua maioria atuando em serviços de entrega, ignoram as regras de trânsito, colocando em xeque a segurança viária de todos. A urgência da logística de delivery parece incentivar condutas arriscadas, como a desobediência a semáforos, circulação em contramão e manobras perigosas, conforme flagrado por reportagens.

A capital paulista conta com mais de 6.200 cruzamentos semafóricos, porém, a grande maioria carece de radares capazes de coibir infrações de forma abrangente. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informa que, dos 879 equipamentos de fiscalização eletrônica ativos, apenas cerca de 70% estão aptos a registrar a placa traseira de motocicletas, mesmo quando estas se desviam das faixas designadas.

Um exemplo claro da negligência foi observado na Avenida Giovanni Gronchi, na Vila Andrade, onde a ausência de radares permitiu que entregadores cruzassem vias na contramão, invadissem faixas de pedestres e utilizassem calçadas, em meio aos transeuntes. Tais atitudes demonstram um descaso alarmante com as normas de segurança.

Fiscalização e Impunidade: Um Cenário Preocupante

Apesar de um crescimento no número de autuações por excesso de velocidade entre motociclistas, a eficiência dos radares ainda é questionável, visto que nem todos conseguem registrar as infrações. Um impactante alerta na Avenida Rebouças, que reporta 475 mortes de motociclistas no trânsito da capital em 2025, frequentemente é ignorado pelos condutores.

Reportagens da TV Globo registraram inúmeros casos de motociclistas desrespeitando semáforos vermelhos e realizando conversões proibidas. A percepção de impunidade e a fiscalização, muitas vezes, falha, são fatores que alimentam a persistência dessas práticas temerárias.

Orientações e Medidas em Discussão

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa os aplicativos de entrega, assegura que instrui seus entregadores a seguir as leis de trânsito, oferecendo materiais educativos sobre direção segura. Contudo, a efetividade dessas campanhas é posta em dúvida diante da realidade presenciada nas ruas.

A CET, por sua vez, defende sua capacidade de monitoramento do tráfego, rebatendo a ideia de insuficiência de equipamentos. A companhia afirma que a quantidade de radares é adequada para a captura de placas traseiras e que o aumento das autuações por excesso de velocidade é uma prova de sua atuação. No entanto, a sensação de que é possível infringir as leis sem consequências imediatas continua a prevalecer entre muitos infratores.

Fonte: itapevinoticias.com.br

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