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Operação conjunta da PF e CGU mira supostas irregularidades em investimentos de servidores públicos de Maceió

Investigação apura aplicação de R$ 97 milhões do Iprev no Banco Master, que teve liquidação extrajudicial decretada em 2025.

Por Redação Itapevi News · 10 de agosto de 2026 às 17:30

Operação conjunta da PF e CGU mira supostas irregularidades em investimentos de servidores públicos de Maceió
Reprodução/itapevinoticias.com.br

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta segunda-feira (10), uma ação conjunta para aprofundar as apurações sobre possíveis desvios na gestão dos recursos previdenciários de Maceió. O foco da investigação são aplicações financeiras realizadas pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) no Banco Master, totalizando R$ 97 milhões.

O Banco Master, que era de propriedade do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, enfrentou sérios problemas e teve sua liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025. A medida foi tomada em decorrência de graves violações às regulamentações do Sistema Financeiro Nacional e de uma crise de liquidez que abalou a instituição.

A operação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão em Alagoas e São Paulo. Entre os indivíduos visados pela ação estão João Felipe Alves Borges, Ronnie REYNER Teixeira Mota, Gustavo Antônio Rodrigues de Souza, Renan Foglia Calamia, Marília Alexandre de Lima Alves e Marcelo Brasileiro Santos.

Durante as diligências, foram coletados diversos materiais probatórios, como computadores, discos rígidos, pendrives, telefones celulares, documentos e contratos. Adicionalmente, foi decretado o bloqueio de bens dos investigados, atingindo o montante de R$ 97 mil.

As suspeitas que pesam sobre os investigados apontam para uma gestão fraudulenta, especialmente na aplicação dos recursos do Iprev em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, com um valor total de R$ 114 mil. A PF busca esclarecer se houve direcionamento indevido nos investimentos e se o patrimônio previdenciário foi exposto a ativos de alto risco e baixa liquidez de forma irresponsável.

O ministro Mendonça ressaltou que as Autorizações de Aplicação e Resgate (APRs) examinadas apresentavam justificativas superficiais e padronizadas. Faltava, segundo ele, uma análise comparativa de alternativas, avaliação de risco de crédito e de liquidez, entre outros elementos essenciais para uma gestão prudente dos recursos.

Até o momento, a prefeitura de Maceió e os investigados mencionados na matéria não se manifestaram sobre o caso. O Itapevi News permanece à disposição para eventuais esclarecimentos.

Fonte: itapevinoticias.com.br

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