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Barueri em alerta: o que você precisa saber sobre a leptospirose

A Secretaria de Saúde de Barueri e o Departamento Técnico de Controle de Zoonoses (DTCZ) reforçam a importância de medidas preventivas contra a leptospirose, uma doença que pode ser fatal e é transmitida principalmente por ratos.

Por Redação Itapevi News · 04 de agosto de 2026 às 08:41

Barueri em alerta: o que você precisa saber sobre a leptospirose
Reprodução/portal.barueri.sp.gov.br

A leptospirose representa uma ameaça séria à saúde pública, com potencial para causar danos renais e hepáticos severos, e até mesmo levar ao óbito. Em Barueri, a Secretaria de Saúde, por meio do Departamento Técnico de Controle de Zoonoses (DTCZ), enfatiza que a prevenção é a melhor arma contra essa enfermidade bacteriana.

A transmissão ocorre quando há contato, direto ou indireto, com a urina de animais infectados pela bactéria Leptospira, sendo os roedores, especialmente os ratos, os principais vetores. Essa contaminação pode se dar através da água, do solo ou de alimentos.

Os sintomas da leptospirose são variados e podem ir desde quadros leves e assintomáticos até manifestações fulminantes. Os sinais mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares intensas (especialmente na panturrilha), perda de apetite, náuseas e vômitos. Podem ocorrer também diarreia, dores nas articulações, vermelhidão nos olhos, dor ocular e tosse. A letalidade nos casos mais graves chega a 40%, um índice preocupante.

Áreas com infraestrutura sanitária precária e alta infestação de roedores são particularmente vulneráveis. Períodos de enchente potencializam a disseminação da doença, já que a bactéria Leptospira é persistente em ambientes úmidos, favorecendo surtos.

A bactéria pode penetrar no corpo por pele com lesões ou mesmo pela pele íntegra se exposta por tempo prolongado a água contaminada. As mucosas também são portas de entrada. Após a exposição, o período de incubação varia de um a 30 dias, mas geralmente os sintomas aparecem entre sete e 14 dias.

O que fazer em caso de sintomas

Ao manifestar qualquer sintoma suspeito, é crucial procurar um serviço de saúde imediatamente e informar sobre a possível exposição a riscos. O Ministério da Saúde recomenda o início do tratamento com antibióticos assim que houver suspeita clínica. Casos leves podem ser tratados ambulatorialmente, mas quadros graves exigem internação para evitar complicações. A automedicação deve ser evitada, pois pode agravar o quadro.

Prevenção é fundamental A prevenção da leptospirose foca no controle de roedores e na melhoria das condições de saneamento e higiene. Algumas medidas essenciais incluem:

  • Eliminar os “4 As” – Abrigo, Água, Alimento e Acesso – para impedir a proliferação de roedores.
  • Garantir o consumo de água potável, filtrada, fervida ou clorada.
  • Evitar contato com a lama de enchentes. Na limpeza pós-alagamento, usar luvas e botas de borracha e aplicar uma solução de hipoclorito de sódio a 2,5% (400ml para 20 litros de água) nos locais afetados, deixando agir por 15 minutos.
  • Acondicionar o lixo corretamente, armazenar alimentos de forma segura, vedar caixas d’água e fechar possíveis acessos para roedores.
  • Denunciar terrenos com mato alto e entulho à Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente, conforme a Lei Municipal 2.633/18 (Lei do Lote Limpo).

É importante ressaltar que o uso de raticidas deve ser realizado por profissionais capacitados e sob orientação técnica. A comercialização de raticidas granulados, parafinados e do “chumbinho” é proibida devido ao risco de acidentes com crianças e animais.

Para dúvidas ou mais informações, o Departamento Técnico de Controle de Zoonoses de Barueri pode ser contatado pelo telefone (11) 4198-5679 ou pelo e-mail saúde.vszoonoses@barueri.sp.gov.br.

Fonte: portal.barueri.sp.gov.br

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